
O que fez Michael Jackson vender mais discos que Elvis e Lennon após suas mortes? Acredito que seja o fato de Michael sempre ter sido um mito. Quando pequeno, ainda o menino prodígio dos Jacksons 5, ele já era um mito. Com 10 anos ser líder de um grupo de quatro irmãos mais velhos não é algo fácil de se ver por aí. Veja bem, não estamos falando da Maísa e sim de um garotinho que cantava e dançava como nenhum outro artista da época.
O tempo passou, e o Michael-mito continuou a crescer ao passo em que suas bizarrices da vida pessoal aumentavam. Ao mesmo tempo que todos tentavam vê-lo apenas como um excelente artista, não dava mais para separar o talento do bizarro. Aos poucos MJ virou apenas um mito, sendo completamente esquecido pelas fantásticas contribuições que deu ao mundo da música.
Não é difícil entender porque tanto furdúncio em cima de sua morte, porque tantos discos vendidos. Não é porque ele era melhor que Elvis ou Lennon (acredito que não existem comparações entre os três), é porque simplesmente ele foi muito mais mito do que qualquer outro artista das últimas décadas. É como se o público quisesse se reconectar a Michael após sua morte, tentando achar na melodias de suas músicas e em seus passos de dança o artista que há tantos anos tinha sido encoberto por histórias quase surreais. O Elvis e Lennon eram Elvis e Lennon, no máximo Rei do Rock e Rei do Iê Iê Iê, agora Michael, além de ser o Rei do pop, foi pedófilo, racista, louco, mentiroso…
Meu amigo disse uma coisa certa: “Se Deus existe, ele deu mancada… viva Michael Jackson!” - o artista!
* Texto retirado do meu outro blog, Momento Livre, entra lá!
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Diretórios acadêmicos de várias faculdades de Jornalismo estão convocando estudantes e jornalistas para uma manifestação de protesto na Capital contra a decisão do STF, que extinguiu a obrigatoriedade do diploma universitário para exercício da profissão. Será segunda-feira (22/6), às 10h, no Metrô Consolação (Av. Paulista, altura do nº 2163). Os organizadores sugerem vestir preto, trazer nariz de palhaço e uma colher de pau.
FONTE – SINDICATO DOS JORNALISTAS DE SÃO PAULO
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Então é assim, nós passamos quatro anos dentro da universidade nos empenhando, dedicando e tentando a cada dia que passa ser um profissional melhor, para alguém vir dizer que “fazer jornalismo é como cozinhar, se aprende rapidamente”? Posso concordar com muitos dos argumentos dados pelo STF, mas dizer que a decisão é em prol da liberdade de expressão não rola. A liberdade de expressão já existe, existem também inúmeras ferramentas para um indivíduo se expressar. A revolução tecnológica chegou e deu mais ênfase exatamente a isso, liberdade de expressão, tráfego de informações sem limites. Agora dar na mão de qualquer pessoa a narrativa jornalística não faz sentido algum. Estudamos jornalismo para criar uma narrativa com singularidade, estudamos jornalismo para criar uma narrativa feita com dever ético, estudamos jornalismo para dar o direito à informação e assim gerar debate público e isto é muito sério. Não podemos negar que as teorias e conceitos que estudamos durante quatro anos não sejam mais necessárias. A principal narrativa contemporânea é o jornalismo, é através dele que a população cria seu senso crítico e consegue cobrar ações e exigir direitos. É o jornalismo que tem o dever de vigiar os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e servir como um alerta para todos os cidadãos. E como podem dizer que uma pessoa com tamanha responsabilidade não deve ter um diploma?
Quer dizer, criticam o nível do jornalismo brasileiro atual, mas ao invés de exigir uma melhora na formação do profissional ou um maior dever ético, eliminam a obrigatoriedade do diploma? Deveria ser bem o contrário, deveriam nos incentivar em nos empenhar ainda mais, estudar ainda mais e elevar muito mais o nível dos cursos universitários, e não depreciar nossa profissão, nos tirar todo mérito e nos comparar a cozinheiros. Fazendo uma analogia, é o mesmo que tirarmos o diploma de um advogado, afinal, a Constituição foi feita à todos, assim como a liberdade de expressão deve ser aplicada à todos.
Concordo que certos “cargos” jornalísticos não precisem de formação. Um comentarista, um articulador, estas pessoas estão dando sua opinião a respeito de um assunto o qual eles tem expertise para isso, mas não estão exercendo efetivamente o trabalho do jornalista, não estão apurando informações, criando sua melhor versão da realidade e tentando criar uma narrativa imparcial e objetiva. Deveriam entender que existe uma grande diferença em escrever texto opinativo e escrever um texto jornalístico. Escrever realmente qualquer um pode fazer, agora criar uma narrativa jornalística não consiste em apenas escrever ou descrever um fato, existem muitos outros conceitos por trás disso, que obviamente as pessoas envolvidas nesta decisão não sabem da metade.
Agora temos que correr atrás do tempo e fazer nossos nomes em meio a uma profissão quase sem crédito. Devemos esperar para concorrer com pessoas com apenas algum curso técnico de gramática ou redação, e observarmos o jornalismo brasileiro perder cada vez mais credibilidade, pois se agora já existem tantas críticas, imaginem quanto todos se derem conta de que não existem diplomados por trás de uma matéria?
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Hoje um amigo me contou uma ótima idéia, imaginem se pudéssemos trocar o coração pelo fígado? Mal acabei de escrever a frase e aposto que já deve ter alguém gritando: Eu quero! Pois é, pensem como poderíamos beber mais e amar menos. Pensem quantas frustrações amorosas te pouparia esta troca. Seria a solução de muitas recalcadas e recalcados por aí.
Sem o coração não há sentimento e com o fígado é só alegria de bêbado. Provavelmente o fígado teria mais espaço estando na cavidade toraxica do coração e como passaria a ser o órgão mais importante do corpo, seria muito mais potente. A cirrose ia demorar muito mais para chegar e você aproveitaria a vida sendo alcoólatra sem o menor problema. Aliás, esta mudança acabaria com diversas outras questões contemporêneas, como a busca pelo emprego dos sonhos, casa própria, qualidade de vida. Uma pessoa sempre embreagada nem se preocupa com tudo isso, ela quer é beber e cair por aí, sem nenhum sentimento para atrapalhar. Porque o coração não é só sinônimo de amor, ou você acha que a culpa, o martírio, o arrependimento vem da onde? Definitivamente te pouparia de todas essas baboseiras e deixaria um órgão muito mais útil no lugar, ignorante de sentimentos e capaz de filtrar todo álcool do seu sangue.
Acho que tá mais que comprovado todos os benefícios desta troca, aliás sugiro a Deus que antes de ele nos mandar aqui pra baixo deixe em aberto esta questão.
- “Você aí, vai de coração ou fígado?”
Obs: Este conto não faz parte de nenhum lamento ou frustração. Quero deixar claro que meu coração continua me sendo muito útil e que permanece cheio de amor.
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Reencontrar amigos é sempre uma grande aventura. Pode ser uma experiência muito empolgante, como pode ser um total desastre. Você pode se decepcionar ao ver que aquele amigo, agora muito mais velho, nada mudou. Você pode se aborrecer ao perceber que a vida do seu amigo não evoluiu e que suas piadas, assim como ele, continuam velhas. Você pode entender claramente porque ficaram tantos anos sem se falar assim que ele começa a discorrer suas opiniões sobre religião, política e relacionamentos. E o pior, pode definitivamente perceber que por causa das brigas a velha amizade, de tão velha, falecerá.
É realmente complicado rever amigos, principalmente daquela época em que vocês nem vocês eram, mas já tinham suas desavenças marcadas. Da época em que éram jovens demais para perceber as diferenças, mas velhos o suficientes para manter a relação. Mas, apesar de tantas complexidades criadas por esta cabeça infestada de pensamentos nem sempre coerentes, ontem me permiti ter um encontro de velhos amigos e confesso que foi muito melhor do que eu imaginava.
Foi muito bom reencontrar os rostos conhecidos, que apesar das mudanças, ainda pareciam tão familiares. Dar um abraço apertado, olhar nos olhos e ouvir a voz, daquele que um dia já foi grande parte da sua vida. Foi gratificante saber que eles estavam felizes, que cresceram de alma e intelecto, e foi super positivo trocar idéias, ainda que muito divergentes. É excelente quando você descobre que o velho conselheiro, ainda tem muito a te acrescentar, ou que o velho crítico ainda tem muito a te elogiar… (continua)
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Hoje um amigo me mandou um vídeo sobre uma pesquisa um pouco incomum, mas muito interessante. O objetivo da pesquisa era responder uma pergunta simples: Você é a pessoa favorita de alguém? A reação dos entrevistados são contraditórias, mas acho que mais do que o vídeo em si, o que realmente permanece em nossa mente ao assistí-lo é a pergunta velada: Será que sou a pessoa favorita de alguém? Não sei direito com qual propósito mandei o vídeo pra todo mundo, querendo compartilhar essa questão que por um momento me ajudou a fazer avaliações individuais da vida. Afinal, inevitavelmente fiquei criando em minha cabeça os favoritos dos meus favoritos e almejei ardentemente que todos que tanto pensei, também pensassem em mim. Questionei o conceito do favorito: será que existe apenas um? Questionei a volubilidade do favoritismo, que vezes se atrela tão forte a algo, ou alguém, mas que em um piscar de olhos pode dar lugar a outras coisas, criei histórias dramáticas onde aquele egoísta resolve mudar suas atitudes apenas porque percebeu que não é a pessoa favorita de ninguém, e pensei qual a importância que as pessoas dariam a isso e psicologicamente o que isso significaria a cada uma delas. Enfim, pensei, questionei, raciocinei e mais uma vez percebi que quase tudo que reflito hoje em dia tem um propósito ótimo: ser alguém melhor. Agora, se isso irá repercurtir positivamente a todos eu não sei, só sei que eu consegui, mais uma vez, tirar de um simples email, boas lições.
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Nunca soube que o Chico era vidente, mas depois de perceber a Teresinha dentro de mim tive certeza que este homem sabe tudo…
“O primeiro me chegou como quem vem do florista
Trouxe um bicho de pelúcia, trouxe um broche de ametista
Me contou suas viagens e as vantagens que ele tinha
Me mostrou o seu relógio, me chamava de rainha
Me encontrou tão desarmada que tocou meu coração
Mas não me negava nada, e, assustada, eu disse não
O segundo me chegou como quem chega do bar
Trouxe um litro de aguardente tão amarga de tragar
Indagou o meu passado e cheirou minha comida
Vasculhou minha gaveta me chamava de perdida
Me encontrou tão desarmada que arranhou meu coração
Mas não me entregava nada, e, assustada, eu disse não
O terceiro me chegou como quem chega do nada
Ele não me trouxe nada também nada perguntou
Mal sei como ele se chama mas entendo o que ele quer
Se deitou na minha cama e me chama de mulher
Foi chegando sorrateiro e antes que eu dissesse não
Se instalou feito posseiro, dentro do meu coração”
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Engraçado seria se todos os dias tivéssemos a mesma cara de pau de sexta-feira. Sexta-feira tudo é motivo, motivo pra não se fazer merda nenhuma. Aquele texto que vc tem que traduzir, aquela nota pra postar, apresentação pra terminar, tudo acaba tendo uma desculpa. É a dor nas costas que no final da semana sempre piora, são as horas extras que cansaram demais ou aquela ligação importantíssima pro amigo que há tempos não vê, sendo que anteontem almoçaram juntos.
Os motivos são os mais descarados, tudo para não fazermos nada e o dia passar o mais agradável e vagabundo possível. Mas quem sou eu pra criticar estes pobres empregado que ficam tão felizes de poderem usar a calça jeans surrada e o sapato velho, porém confortável, durante um único dia (isto no caso de empresas mais formais)? Eu sou mais uma que vibra de manhã durante o banho só de imaginar que em menos de oito desesperadas horas terei a noite toda para beber até cair, xingar o chefe e dormir até a hora do almoço.
Na verdade, a sexta-feira é pra isso mesmo, é o dia em que nós mesmos nos congratulamos por mais uma intensa semana de trabalho árduo e muita enchessão de saco. É o dia que enfiamos o pé na jaca, três horas do almoço mais gordo, atraso nas pendências e pouca ação. Sexta é o dia em que as quinze pras seis já estão todos com o lap guardado, ticket do estacionamento na mão e o celular bombando de tocar. É o dia de mandar emails com as programações do final de semana, de escrever no blog abandonado e pensar na roupa da balada.
Que me perdoem os corretos, mas não há coisa melhor do que matar a sexta-feira do jeitinho mais descarado possível, porque este é o dia que é permitido não se fazer o que deve, apenas o que quer, e ainda sair com aquele ar de quem trabalhou pra cacete e que só quer ir pra casa descançar. E salvem as sextas!
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Antes de dormir fiquei me perguntando quantas vezes será que vc nos imaginou daquele jeito que me contou? Como vc conseguiu idealizar dentro de vc a nossa felicidade, exatamente do jeito que eu gostaria que fosse, mas nunca me permiti?
Hoje vou pela primeira vez sonhar com você, afinal vc me deu permissão pra isso. Hoje talvez a gente se encontre por aí em nossos lugares favoritos, um sonhando sobre o outro e sendo ainda mais feliz, do jeito que vc tão sabiamente já tinha imaginado, enquanto eu, boba, pensava em não poder.
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Ainda não tive coragem de te dizer que quero deixar minha realidade, sonhos e loucuras em suas mãos sim, que quero mesmo que vc cuide de mim até quando eu não precisar e que a cada declaração sua, tenho menos vontade de ser dona de mim e mais vontade de vc.
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